A amígdala

São grupos de neurônios que, juntos, formam uma massa esferoide de substância cinzenta com cerca de três centímetros de diâmetro.

Esta região do cérebro faz parte do sistema límbico e é um importante centro regulador do comportamento sexual, do comportamento agressivo, respostas emocionais e da reatividade a estímulos biologicamente relevantes. Este conjunto nuclear é também importante para os conteúdos emocionais das nossas memórias.

Amígdalas e Formação Fetal

Em junho de 2017¹ uma pesquisa americana demonstrou que se a mãe sofrer algum processo inflamatório durante a gravidez, fazendo com que haja um aumento considerável da interleucina -6, então haverá um aumento no volume de amígdalas do feto o que está diretamente relacionado ao controle dos impulsos comportamentais da criança até os 2 anos de idade.
Isso significa que quanto maior o processo inflamatório materno, maior a quantidade de interleucina-6 liberadas e menor controle dos impulsos até os 2 anos da criança.
Como podemos ver, as amígdalas desempenham um papel chave no comportamento emocional; são responsáveis pelas reações de ansiedade e medo, desencadeando manifestações que interferem em todo o sistema endócrino.
No início da vida, o recém-nascido, tem reações exageradas (choro forte, irritação, dificuldade de acalmar-se) que vão se organizando/adequando e “controlando” a reação das amígdalas.

Organização emocional

Se a mãe não acolher as angústias, atender ao choro e confortar o bebê, a ansiedade e a insegurança desencadeadas nas amígdalas acabarão por desfavorecer a organização do circuito neuronal que são “apaziguadores” das reações de insegurança e as retroalimentarão, ou seja, choro sem acalanto gera mais choro estridente.
O jogo afetivo entre o binômio mãe-filho vai além do verbalizado, são transmitidos também pela energia emanada da mãe (Seus sentimentos afetam seu bebê), pela forma de olhar, pelo toque, pelo pensamento, pela voz, pelo cheiro. Claro que haverá oscilação natural nessa disposição da mãe para com o recém-nascido, mas deve ser balanceada.

Recomendação

Atente-se ao seu comportamento e os pensamentos que possui ao longo da gestação, se necessitar de ajuda, procure um profissional capacitado.
Acolha seu filho sempre que necessário, sem achar que isso o “deixará mal acostumado”. Tenha momentos de descanso só seu, peça ajuda da família!
Estabeleça rotinas para a troca de fralda, para o banho, para as visitas, para os passeios, para o banho de sol, jamais para as mamadas! Rotinas são importantes para que o bebê organize a estrutura neurológica responsável pelas reações comportamentais.

 

Deixe seu Comentário

comentários