Introdução

Amamentar é um processo árduo, longo e que exige muita dedicação e paciência. Esses dias eu li uma mãe dizendo que “amamentar não é um ato de amor” e no primeiro momento aquilo me impactou, porém logo em seguida concordei! Pois, amamentar é um ato de doação e resiliência. Muitas mulheres não conseguem amamentar e não é por falta de amor, são inúmeros os motivos. Um deles que vamos conversar hoje é sobre a recusa do bebê ao peito.

E existe recusa do bebê?

Um bebê pode apresentar preferência por  um seio ou por outro, ou seja, gostar mais de um do que de outro, ajeitando-se melhor de um lado do que de outro e isso normalmente está atrelado a segurança da mãe (destra ou canhota por exemplo), porém o bebê também pode se recusar a mamar determinado seio, recusar a mamar os dois e/ou em determinadas posições.
Dessa forma há que realizar uma investigação e um acompanhamento para descobrir onde está o problema.

A recusa

1) Quando falamos de recusa ao seio vamos pensar primeiro na rotina de vida da família: teve algum acontecimento diferente, algum estresse, algum susto? Algo que possa ter servido de associação negativa do bebê com o peito?
2) Como está a mãe? Qual seu nível de cansaço, de estresse? Qual sua rede de apoio? E como é essa rede de apoio (realmente é apoio?)? Está amamentando nervosa?
3) Foi introduzido algum bico artificial? Chupeta, mamadeira, bico de silicone?
4) Existe alguma possibilidade de um refluxo sub clínico? (choro estridente, criança se joga para trás, retração de língua…)
5) A mãe já voltou a praticar esportes e amamentou após exercícios físicos?

Resolvendo

Esses são os principais motivos de recusa que devem ser investigados para realizar a intervenção adequada de acordo com cada situação.
Você ainda tem dúvida? Então procure assessoria materna, procure uma consultora de amamentação para realizar seu acompanhamento afim de que você permaneça amamentando!

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