Erros

Em primeiro lugar temos que desmistificar o volume de leite insuficiente, muitas mães acham que seu leite é pouco pelo intervalo entre as mamadas ou por não sentir mais o peito cheio.
O leite materno é digerido em cerca de 4o minutos, isso significa que seu filho pode querer mamar a cada 1 hora no começo. Não sentir mais o peito explodindo, nem pingando (como foi com a descida do leite) também é normal, pois o peito é um fábrica (estimulou = produziu) e não um reservatório de estoque (Peito é FÁBRICA!).
Se há trocas de fraldas de xixis claros com frequência então não há motivo para duvidar da sua produção!
Não podemos nos esquecer dos picos de crescimento e saltos de desenvolvimento que fazem, comumente, as mães e familiares duvidarem da capacidade de produção materna (O risco do segundo desmame! Desenvolvimento infantil e desmame precoce), porém essas fases são importantíssimas para aumentar a produção de leite materno de acordo com a necessidade e desenvolvimento do bebê.
Esqueça-se do tempo, um bebê NÃO precisa ficar 20 minutos no seio, ele tem que ser efetivo e com frequência com o passar dos meses ele precisará de menos tempo para conseguir volumes cada vez maiores.

Leite Materno em Menor Quantidade

Existem diversos fatores que podem envolver uma baixa oferta de leite e sem saber a causa efetiva fica difícil de resolver o problema.
Pode ser por cirurgia de redução de mama, problemas maternos de saúde, dificuldade na pega, dificuldade de sucção, freio lingual, introdução de bicos artificiais…é importante que essa avaliação seja realizada por um especialista em amamentação.
É o que sempre digo: a amamentação é uma engrenagem que só gira se todas as peças que a compõem estiverem estrategicamente funcionantes, pois se uma delas estiver torta ou fora do lugar, a roda não funcionará de maneira adequada, ou seja, girando!

Alguns pontos genéricos devem ser observados para o aumento da produção de leite materno:

  • A pega correta
  • Intervalo entre as mamadas (se estão muito longos)
  • Aumentar a oferta e a estimulação (diminuindo tempo e modificando posições)
  • Alimentação materna*
  • Descanso materno
  • Uso de bombas elétricas (com controle de velocidade e força de vácuo).*Sobre a alimentação materna precisamos fazer aqui um parênteses, pois mesmo sabendo que com baixa ingesta calórica a mãe é capaz de produzir leite, precisamos ofertar leite com qualidade, dessa forma a mãe precisa se nutrir com: proteínas de qualidade, carboidratos complexos de vegetais, vegetais e frutas variados em quantidade, gorduras saudáveis e ÁGUA.

Galactogogos

São alimentos e medicamentos que aumentam a oferta de leite, porém não fazem milagres sozinhos! Vou dar alguns exemplos que de acordo com o uso popular tem sido bem efetivos quando usados como chás: alfafa, funcho, aveia, folha de framboesa vermelha e o mais utilizado de todos: cardo abençoado.

Conclusão

Nada melhor do que ter acompanhamento nesse processo para direcionar as ações e reduzir tempo perdido com “achismos”. Muitas vezes uma única avaliação já mostra que o aporte de leite materno está adequado e nada precisa ser feito além do que já é realizado!

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