Introdução

No Brasil, 62% das crianças não são amamentadas exclusivamente até os 6 meses de idade. É uma taxa muita alta de mulheres que não amamentam. Vem melhorando muito, porém ainda está bem longe de ser ideal.
Um dos fatores que contribui muito para o desmame precoce é a dificuldade de amamentar em decorrência de dor.
Consideramos que uma dor é persistente quando ela ultrapassa 15 dias.

Como avaliar

Após 15 dias de vida há diversos diagnósticos para uma dor persistente, porém deve-se avaliar um aspecto de cada vez, por meio desses 4 fatores somados aos exames físicos e avaliação da mamada:

  1. história da amamentação: como foi o início, sensibilidade, ingurgitamento, padrão de amamentação e desejo materno
  2. história da dor: existe lesão prévia, quando sente, localização, características dessa dor, o que melhora e o que piora a dor
  3. história materna: gestação/parto, histórico de saúde, cirurgias, infecções prévias e atuais
  4. história do bebê: tocotrauma, malformações, idade atual, idade gestacional, frênulo lingual, comportamento na mamada, histórico de saúde (refluxo, alergias), uso de medicamentos

Com todos esses dados na mão fica mais fácil de montar as peças do quebra-cabeça e organizar uma possível ação, importantíssimo que seja realizado o exame físico da mãe e do bebê também!

Possibilidades e Conclusão

A taxa de dor nos dois primeiros meses de amamentação tem sido muito alta, 96% das mulheres a referem e a dor pode estar associada a depressão pós-parto, largura dos ductos, mamilos invertidos ou planos com pouca elasticidade, medo da dor e inibição do reflexo de ejeção (adrenalina compete com ocitocina), transtorno de humor e outros tantos fatores e causas que sem serem olhados e avaliados na dinâmica de vida daquela família são apenas suposições.
Dor persistente existe sim, bem como uma causa, e ela (s) deve ser avaliada para que a amamentação flua de maneira satisfatória e sem risco de desmame precoce.

Ainda tem dúvida? Medo? Insegurança? Entre em contato e agende uma visita.

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