Semana passada eu ouvi uma frase de uma psicóloga muito querida e pensando em todas as clientes que já atendi fez muito sentido quando pensamos no comportamento de um bebê e na reação da família, ela disse: “estamos em uma fase da nossa sociedade em que queremos resposta para tudo e na maternidade nem sempre existe resposta” e eu complemento essa frase com: existe o sentir!
Por diversas vezes no processo de tornar-se mãe (SIM, é um processo lento e gradual de aprendizagem e “erro”) você irá se perguntar: mas o que faço agora? por que ele (a) está se comportando assim? o que foi que eu fiz para ele (a) hoje estar completamente diferente?
A primeira coisa que costumo perguntar para os pais é: você se comporta da mesma maneira todos os dias? Todos os dias você tem o mesmo apetite? Todos os dias você sente vontade de sorrir para todos? Todos os dias você está preguiçoso ou disposto? E assim vai…
Além disso, a criança se expressa pelo choro, pelo olhar e expressões faciais, isso significa que antes de 1 ano e meio ela não vai falar, não vai verbalizar uma só idéia. Dessa forma, você precisa estar conectada com o bebê, para ele vocês (mãe-filho) são um só, ele não consegue se perceber como pessoa além da mãe, essa “separação” leva meses para acontecer e anos para a criança entender que ela é uma pessoa.
Isso significa que enquanto bebê e enquanto ele não se percebe separado da mãe fará interpretações de mundo pelos olhos da mãe, se a mãe está tranquila o bebê está tranquilo, se a mãe está chorando e agitada o bebê também estará (já falei sobre isso antes Seus sentimentos afetam seu bebê).
Portanto o que podemos fazer para tentar entender o comportamento do nosso filho é: suprir necessidades básicas: fome, frio, calor, sujeira, coceira, dor…depois nos perguntar se ele pode estar passando por algum pico ou salto de desenvolvimento, pois sabemos que isso altera significamente o comportamento dos bebês (também já falei sobre isso Desenvolvimento infantil e desmame precoce), ficarmos atentas as nossas emoções e como estamos naquele dia.
Feito tudo isso e ainda assim nada resolve o choro e a angústia do seu bebê, aceite que terá momentos em que você não precisará decifrar o universo de possibilidades de um bebê, só precisa acolhê-lo, conversar, transmitir segurança, ninar e, novamente, aceitar que haverá momentos indecifráveis.

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