Ao longo do processo evolutivo muita coisa vai se modificando. Assim não poderia ser diferente com a amamentação.
Muita coisa já mudou, muita coisa já foi aprendida, estudada, porém algumas coisas ainda permanecem: dificuldades em amamentar.
Eu tenho observado com os atendimentos que algumas coisas são recorrentes e outras são mais atuais, então vou dividir esse texto em dificuldades que permanecem e dificuldades novas.

Dificuldades que Permanecem

  1. Dor ao amamentar e lesões: ainda é muito comum mulheres “suportarem” a dor em prol da saúde da criança, com a esperança e fala: “um dia isso passa! É só até calejar”. Pois é, peito não caleja, não é normal sentir dor em momento algum e não há necessidade de sofrer!
  2. Decifrar o que o bebê deseja. Muitas vezes você não saberá porque ele chora, porque ele grita e porque ele dorme, não temos resposta para tudo!
  3. Palpites. A falta de alinhamento familiar: saber o que cada um espera, deseja do processo de amamentar é super importante para que não haja divergências ao longo do caminho.

Dificuldades Novas

  1. Excesso de informação. Hoje com a internet a informação está aí a um dedo de distância, porém há muita informação boa e também ruim, qual é a real? Qual é a científica atual?
  2. Isolamento. Além do coronavírus, antes já existia um isolamento oculto, famílias formadas longe de seus pais, pois foram para outras cidades, países para construir uma carreira.
  3. Variações entre profissionais. O pediatra fala uma coisa, o obstetra outra e a consultora outra. No meio disso tudo estão os pais que confiam em todos os profissionais e querem o melhor pro seu bebê. O que fazer?

Independentemente das dificuldades que permanecem ou das novas, temos que melhorar nosso olhar e nosso cuidado. Como nós profissionais e familiares podemos favorecer a amamentação nessas condições e ambientes, protegendo mãe e bebê?

Pais, como vocês podem cercar-se de informações de qualidade e profissionais que prezem pelo que vocês acreditam e desejam. Não caiam em modismo, busquem valores reais e concretos de saúde; pesquisem, conversem com outros pais, questionem os profissionais!

E para você? Qual foi sua dificuldade ou qual dificuldade você teme enfrentar?

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