Muito se falou e muito tem se falado sobre a violência obstétrica, ou seja, voltar nosso olhar para a parturiente que está prestes a parir e não deveria passar por procedimentos violentos como: episiotomia, manobra de Kristeller (empurrar a parte superior do útero pra acelerar a saída do bebê), violências verbais e psicológicas. Em virtude disso, as gestantes passaram a procurar intensamente as equipes de parto que estejam alinhadas com as condutas de humanização.
Porém, é de extrema importância o nosso olhar, também, ao recém-nascido que chega. Ele também pode sofrer violência ao nascer, conhecida como violência neonatal.
Alguns procedimentos que se caracterizam como violência ao bebê:

  • administrar colírio, nitrato de prata 1% (Método Credê) sem indicação clínica da mãe (doenças sexuais);
  • dar banho nas primeiras 24 horas;
  • separar o bebê que nasce bem da família, avaliação do pediatra pode aguardar;
  • aspirar e passar sonda anal;
  • bater ou esfregar com força;
  • não promover a golden hour (amamentar na primeira hora de vida);
  • não esperar o cordão umbilical parar de pulsar, se bebê nasce bem.

Todas essas ações e muitas outras caracterizam a violência com o recém-nascido, então além da violência obstétrica temos que falar sobre violência neonatal. E se as mulheres estão buscando por equipes humanizadas por que não estão buscando pediatra para seu bebê? Por que só a mulher importa?
Vamos falar sobre violência neonatal!

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